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CONSÓRCIO TEM JUROS? Entenda o que você realmente paga

Consórcio tem juros? Entenda o que você realmente paga

Leitura estimada: 5 minutos

 

Se você está pesquisando sobre consórcio, provavelmente já encontrou esta frase:

“Consórcio não tem juros.”

Mas aí vem a dúvida:

Se não tem juros, como é composta minha parcela todos os meses? O que eu estou pagando?

Essa é uma pergunta importante. Antes de entrar em um consórcio, é fundamental entender não apenas o valor da parcela, mas também o que está incluído nela.

 

Afinal, consórcio tem juros?

Não.

 

O consórcio não funciona como um financiamento, em que uma instituição empresta dinheiro para você e cobra juros pelo período do empréstimo.

No consórcio, os participantes formam um grupo e contribuem mensalmente para criar os recursos que serão utilizados nas contemplações. É por isso que a modalidade é considerada uma forma de autofinanciamento.

Mas atenção: não ter juros não significa não ter custos.

E é justamente aqui que muita gente se confunde.

 

Então, o que eu pago no consórcio?

A parcela de um consórcio pode ser formada por diferentes componentes. Os principais são:

 

Fundo comum

É a parte da parcela destinada à formação dos recursos que serão utilizados nas contemplações.

Em outras palavras, é o dinheiro que vai formar o crédito dos participantes contemplados.

 

Taxa de administração

É a remuneração da administradora pelo trabalho de formar, organizar e administrar o grupo durante sua existência.

Ela não é juros e deve estar definida no contrato.

 

Fundo de reserva

Pode existir ou não, dependendo das condições do grupo.

Quando previsto em contrato, o fundo de reserva é destinado às situações estabelecidas nas regras daquele consórcio.

 

Seguro

Também pode existir, dependendo das condições contratadas.

Por isso, antes de escolher uma cota, é importante analisar todos os componentes da parcela e não apenas o valor mensal apresentado.

 

CONSÓRCIO TEM JUROS? Entenda o que você realmente paga

 

Então o consórcio é mais barato que um financiamento?

 

Essa comparação precisa ser feita com cuidado.

No financiamento, existe uma operação de crédito e são cobrados juros pelo dinheiro emprestado.

No consórcio, não há juros, mas existem custos como a taxa de administração e, dependendo do contrato, fundo de reserva e seguro.

Por isso, não basta comparar apenas o valor da parcela.

É preciso olhar para o custo total, o prazo e as condições de cada modalidade.

Também existe uma diferença importante no momento de utilizar o crédito.

No financiamento, o crédito costuma ser disponibilizado logo após a aprovação da operação.

No consórcio, você precisa ser contemplado para ter acesso à carta de crédito.

São formas diferentes de planejar uma aquisição e, por isso, cada uma pode fazer mais sentido dependendo do objetivo e do momento financeiro de quem está contratando.

 

E por que a parcela do consórcio pode aumentar?

 

Essa é uma dúvida bastante comum:

“Se não tem juros, por que a parcela pode mudar?”

Porque reajuste não é juros.

O valor da carta de crédito pode ser atualizado conforme os critérios definidos no contrato. Quando isso acontece, a parcela também pode ser alterada para acompanhar essa atualização.

Imagine, por exemplo, que você tenha contratado uma carta de crédito para comprar um imóvel.

Se o valor de referência do crédito for atualizado ao longo do grupo, a carta também poderá acompanhar essa evolução, preservando seu poder de compra.

Os critérios para essa atualização devem estar previstos no contrato.

Por isso, ao analisar um consórcio, é importante entender não apenas a parcela inicial, mas também como ela poderá ser atualizada ao longo do tempo.

 

Quanto você realmente paga em um consórcio?

 

Essa é uma das principais perguntas que você deveria fazer antes de contratar.

Imagine uma carta de crédito de R$ 200 mil.

Em um exemplo hipotético, suponha que o plano tenha:

 

Carta de crédito: R$ 200.000

Taxa de administração de 20%: R$ 40.000

Fundo de reserva de 2%: R$ 4.000

Nesse cenário, antes de considerar eventual seguro e reajustes previstos no contrato, o valor total seria de R$ 244 mil.

Se esse valor fosse distribuído igualmente em 80 meses, teríamos uma referência de R$ 3.050 por mês.

É importante lembrar que esse é apenas um exemplo para facilitar o entendimento. Cada grupo possui suas próprias condições, percentuais, prazo e critérios de atualização.

Por isso, quando alguém pergunta “quanto custa um consórcio?”, não existe uma única resposta.

É preciso analisar o plano.

 

CONSÓRCIO TEM JUROS? Entenda o que você realmente paga

 

O que observar antes de contratar?

 

Antes de escolher uma cota, não olhe apenas para o valor da parcela.

Confira:

Qual é o valor da carta de crédito?

Qual é o prazo do grupo?

Qual é a taxa de administração?

Existe fundo de reserva?

Existe seguro?

Como funciona o reajuste da carta e das parcelas?

Quais são as regras para contemplação e lance?

Essas informações devem estar claras no contrato. O Banco Central determina que os componentes da prestação sejam apresentados de forma discriminada, facilitando a compreensão do consumidor.

Essa análise é importante porque uma parcela aparentemente menor nem sempre significa o melhor plano.

O mais importante é encontrar uma condição que esteja de acordo com o seu objetivo e com a sua capacidade de pagamento.

 

E afinal, o consórcio pode ser uma boa opção?

 

Para quem não precisa do bem imediatamente e consegue se organizar financeiramente, o consórcio pode ser uma alternativa bastante interessante.

A ausência de juros é justamente um dos pontos que fazem a modalidade chamar a atenção de quem busca uma forma planejada de adquirir um imóvel, veículo ou construir patrimônio.

Além disso, o consórcio permite definir um objetivo, escolher uma carta de crédito adequada ao planejamento e utilizar diferentes estratégias para buscar a contemplação, como os lances.

Por isso, mais importante do que perguntar apenas “consórcio tem juros?” é entender como todos os custos funcionam e avaliar se a modalidade combina com o seu momento.

Quando existe planejamento, o consórcio deixa de ser apenas uma forma de comprar um bem e passa a ser uma estratégia para organizar uma conquista.

 

Na prática, o que importa?

 

Se você está pensando em entrar em um consórcio, comece pelo seu objetivo.

Quer comprar um imóvel? Trocar de carro? Construir patrimônio?

A partir disso, é possível definir o valor da carta, o prazo e uma parcela que faça sentido para o seu orçamento.

E é justamente nessa escolha que uma boa orientação faz diferença.

Um plano adequado não é necessariamente o que tem a menor parcela, mas aquele que consegue equilibrar objetivo, prazo, capacidade de pagamento e estratégia de contemplação.

Na Midas, é esse planejamento que buscamos construir com cada cliente: entender onde você quer chegar e encontrar o caminho mais adequado para transformar esse objetivo em uma conquista.

 

Consórcio não tem juros. E agora?

 

Agora você já sabe que a resposta é não, mas também entendeu que essa é apenas uma parte da história.

O mais importante é saber o que está incluído na parcela, quais são os custos do plano e como ele se encaixa no seu objetivo.

Se a ideia é comprar um imóvel, trocar de veículo ou construir patrimônio, o consórcio pode ser uma alternativa para transformar um objetivo futuro em um planejamento que começa hoje.

E quando esse planejamento é feito de acordo com a sua realidade, fica muito mais fácil escolher uma carta de crédito e uma estratégia que façam sentido para você.

 

Perguntas frequentes

 

Consórcio tem juros?

Não. O consórcio não é uma operação de crédito com cobrança de juros. Ele funciona por meio do autofinanciamento dos participantes.

Se não tem juros, o que eu pago?

A parcela pode incluir o fundo comum, a taxa de administração e, quando previstos no contrato, fundo de reserva e seguro.

Todo consórcio tem fundo de reserva?

Não. O fundo de reserva só existe quando estiver previsto nas condições do grupo.

A parcela do consórcio pode aumentar?

Pode. O valor da carta de crédito e das parcelas pode ser atualizado conforme os critérios estabelecidos no contrato.

Consórcio é gratuito?

Não. A ausência de juros não significa ausência de custos. Por isso, é importante analisar todos os componentes da parcela antes de contratar.

 

 

 

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